Pronto, é oficial! O segredo mais mal guardado dos últimos tempos foi desvendado: estamos na bancarrota.
Ainda o ainda primeiro não tinha acabado de falar e já o ainda-não-mas-em-breve primeiro botava discurso: "Não é hora de atribuir culpas...", blá, blá blá. Discordo completamente (o que não é de estranhar). Acho que não só é a hora de atribuir culpas como é essencial fazê-lo.
Comecemos por aqui há 30 anos atrás. Sabem qual era a grande moda económica da época? Muito simples: privatizar. O país tinha passado dum PREC para um PPEC (Plano de Privatizações em Curso). Tudo aquilo que cheirasse a lucro tinha de ser privatizado. Lembro-me de estar numa mesa de almoço com alguns colegas e comentar "não percebo porque é que se tem de privatizar tudo o que dá lucro..." e não conseguir acabar o meu raciocínio porque alguém me interrompeu: "cá pra mim é muito simples: privatiza-se tudo" (risos)... Era este o espírito, privatizar, privatizar, privatizar (muitas vezes a bom preço... para quem comprava). Era fixe, estava na moda e não havia lugar para contestação (eu que o diga). É claro que, depois de privatizar tudo o que dava lucro e ficar com tudo o que dava prejuízo o Estado tinha de ir buscar mais receita... aos impostos... Nessa altura, inventaram as parcerias público-privadas (era então 1º ministro um tal Cavaco Silva, não sei se conhecem), que se revelaram ruinosas para o público e autenticas minas de ouro para os privados.
Esta receita só podia levar a uma situação: total desequilíbrio nas contas do estado. Foi quando, os mesmos arautos das privatizações, primeiro, e das PPPs, depois, atacaram noutra frente: o estado está muito gordo, é preciso emagrece-lo! Eu até concordaria se o emagrecimento passasse pelo fim das ruinosas PPPs, pelo despedimento com justa causa dos boys (rosas ou laranjas tanto me faz), pela racionalização de serviços, e utilização parcial dos recursos libertos na melhoria do essencial: saúde, segurança, ensino, justiça... Mas não é isso que se pretende. A ideia passa por retirar o estado de certos sectores (ensino para começar, saúde a seguir e por aí adiante até termos polícias privadas), de forma a fazer lugar para mais privados fazerem negócio e fortuna à custa do Zé! Nalguns casos com o estado a pagar a privados aquilo que devia estar a fazer e que, entretanto se liquida (vejam os planos do PSD para o sector do ensino). Dizem eles que vai ficar mais barato!!!! Não diziam o mesmo das PPPs?
E assim, alegremente, foi-se estrangulando, o estado e os serviços públicos. De caminho, inventou-se os contratos a prazo, reviu-se, várias vezes, a legislação laboral, sempre no mesmo sentido anti-trabalhador, promoveu-se a precariedade como algo muito dinâmico (!!!) e óptimo para a economia. Claro que, entretanto, matou-se a galinha dos ovos... de prata (os de ouro já tinham sido roubados por uma empresa off-shore). É que, sem dinheiro nos bolsos, trabalhador compra menos, paga menos imposto, as empresas vendem menos, têm menos lucro, pagam menos imposto... et voilá!
Este triste fim era inevitável com estas políticas. É claro que, os buracos sem fundo do BPN e do BPP, o ataque nojento dos especuladores (internacionais e não só) ajudados pelas tenebrosas agências de rating, a vergonhosa atitude dos bancos, tudo isso "ajudou". Mas com estas políticas, este fim era inevitável. Se não atribuirmos culpas e mudar-mos de caminho.... Qualquer dia vamos ser uma economia pujante... assim como a chinesa... pelos mesmos tristes motivos.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
ADEUS...
... que já vais tarde. José Sócrates foi o 2º pior primeiro ministro da época democrática, só batido pelo incrível Santana Lopes. Ele representou o culminar da rendição do PS à direita e ao neo-liberalismo. Rendição que começou com Mário Soares, a pôr o socialismo na gaveta, e que terminou agora com este governo PS tão reaccionário, que teria feito corar de vergonha alguns dos seus fundadores, se tal lhes fosse descrito no acto de fundação. Este era o pior governo que eu podia desejar. Era um governo de direita, a aplicar medidas de direita, mas a atirar com a fama e as consequências dessas medidas para a esquerda. Hoje, no parlamento, um dos ministros deste lamentável governo, acusava a esquerda parlamentar de ter sido a muleta da direita, de lhe ter aberto caminho para o governo! MENTIRA! A direita já estava no governo, há muito tempo.
Que se segue? Bom, devido a um fenómeno que eu não consigo perceber muito bem, parece que, depois de uma imitação rasca da direita, os portugueses querem experimentar o artigo genuíno. Ainda não se fartaram de sofrer? Querem ser despedidos mais facilmente e ter mais mês no fim do ordenado? Acham que os bancos, os especuladores, as "offshores" e quejandos ainda não nos esmifraram o suficiente? Bom, eu não sei porquê, mas parece que é para aí que vamos! É caso para dizer: estávamos à beira do abismo mas, agora, vamos dar um passo em frente!
Há muito tempo, num debate, eu disse que o ideal do neo-liberalismo era a escravatura. Parece que querem provar-me, a todo o custo, que eu tinha razão! Caramba, não era preciso. Se é só por isso deixem lá. É que, para pior, já basta assim!
Que se segue? Bom, devido a um fenómeno que eu não consigo perceber muito bem, parece que, depois de uma imitação rasca da direita, os portugueses querem experimentar o artigo genuíno. Ainda não se fartaram de sofrer? Querem ser despedidos mais facilmente e ter mais mês no fim do ordenado? Acham que os bancos, os especuladores, as "offshores" e quejandos ainda não nos esmifraram o suficiente? Bom, eu não sei porquê, mas parece que é para aí que vamos! É caso para dizer: estávamos à beira do abismo mas, agora, vamos dar um passo em frente!
Há muito tempo, num debate, eu disse que o ideal do neo-liberalismo era a escravatura. Parece que querem provar-me, a todo o custo, que eu tinha razão! Caramba, não era preciso. Se é só por isso deixem lá. É que, para pior, já basta assim!
domingo, 20 de março de 2011
Entre Tempos (muito) Difíceis
Não tenho tido tempo (pior - nem paciência) para vir aqui. Mas agora tinha de ser. Estou entre o preocupado e o assustado com tudo o que está a acontecer, por cá e por lá (fora).
Por cá, dia 12, estive numa das maiores manifestações em Lisboa, desde o 25 de Abril, já lá vão 37 anos. E há 37 anos que não ouvia gritar, espontaneamente, "O povo, unido, jamais será vencido". Essa foi a parte boa. A parte preocupante vem a seguir. No dia seguinte soube que, logo no início da manifestação seguia um grupo neo-nazi. Quando cheguei, recebi uma "charge" em forma de imitação de nota de 500, que foi concebida pela JSD. PCP e BE apoiaram a manifestação mas tiveram o bom senso de serem discretos. Ao meu lado, seguia um grupo com bandeiras vermelhas e pretas que, vim a perceber, eram os representantes dum movimento anarco-sindicalista internacional! O que é que isto diz? Que o traço de união entre os manifestantes era a rejeição, pura e simples, da política governamental e não o apoio explicito a qualquer orientação política ou simples medida para corrigir os erros governamentais. Pior, pela leitura do fórum que sucedeu à página do facebook que serviu para mobilizar a manifestação, verifica-se que, a maioria dos participantes, não tem a noção de que estavam a protestar contra o resultado de 30 anos de política neo-liberal. Esta é uma situação muito perigosa. Temos uma grande massa descontente mas desorientada... A situação ideal para aparecer um demagogo populista que a arraste para "soluções" desastrosas.
Lá por fora, a revolução islâmica continua a bom ritmo. Mais uma vez essa é a boa notícia a que se seguem sinais preocupantes. Na Líbia, a comunidade internacional fez ouvidos de mercador aos apelos para a criação duma zona de exclusão aérea, que teria impedido o contra-ataque de Kadhafi, até parecer ser tarde demais. Depois, aquilo que andaram a dizer ser muito difícil de concretizar, realizou-se em 2 dias. Bastou Kadhafi dizer, numa entrevista a uma televisão alemã, que considerava os países ocidentais traidores e que ia passar a vender o "seu" petróleo a países como a Rússia, a China e a Índia. E pronto! De repente o difícil tornou-se fácil. Entretanto, Estados Unidos e UE fecham os olhos à entrada de forças militares da ditatorial Arábia Saudita no Bahrein para reprimirem manifestantes com os mesmos ideais dos que (agora) querem proteger na Líbia!
Faltou falar do Japão - mais um muito preocupante. Mas terá de ser noutra altura.
Por cá, dia 12, estive numa das maiores manifestações em Lisboa, desde o 25 de Abril, já lá vão 37 anos. E há 37 anos que não ouvia gritar, espontaneamente, "O povo, unido, jamais será vencido". Essa foi a parte boa. A parte preocupante vem a seguir. No dia seguinte soube que, logo no início da manifestação seguia um grupo neo-nazi. Quando cheguei, recebi uma "charge" em forma de imitação de nota de 500, que foi concebida pela JSD. PCP e BE apoiaram a manifestação mas tiveram o bom senso de serem discretos. Ao meu lado, seguia um grupo com bandeiras vermelhas e pretas que, vim a perceber, eram os representantes dum movimento anarco-sindicalista internacional! O que é que isto diz? Que o traço de união entre os manifestantes era a rejeição, pura e simples, da política governamental e não o apoio explicito a qualquer orientação política ou simples medida para corrigir os erros governamentais. Pior, pela leitura do fórum que sucedeu à página do facebook que serviu para mobilizar a manifestação, verifica-se que, a maioria dos participantes, não tem a noção de que estavam a protestar contra o resultado de 30 anos de política neo-liberal. Esta é uma situação muito perigosa. Temos uma grande massa descontente mas desorientada... A situação ideal para aparecer um demagogo populista que a arraste para "soluções" desastrosas.
Lá por fora, a revolução islâmica continua a bom ritmo. Mais uma vez essa é a boa notícia a que se seguem sinais preocupantes. Na Líbia, a comunidade internacional fez ouvidos de mercador aos apelos para a criação duma zona de exclusão aérea, que teria impedido o contra-ataque de Kadhafi, até parecer ser tarde demais. Depois, aquilo que andaram a dizer ser muito difícil de concretizar, realizou-se em 2 dias. Bastou Kadhafi dizer, numa entrevista a uma televisão alemã, que considerava os países ocidentais traidores e que ia passar a vender o "seu" petróleo a países como a Rússia, a China e a Índia. E pronto! De repente o difícil tornou-se fácil. Entretanto, Estados Unidos e UE fecham os olhos à entrada de forças militares da ditatorial Arábia Saudita no Bahrein para reprimirem manifestantes com os mesmos ideais dos que (agora) querem proteger na Líbia!
Faltou falar do Japão - mais um muito preocupante. Mas terá de ser noutra altura.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Despertar Árabe
Não escondo o prazer que me dá o que está a acontecer no médio-oriente! Primeiro, e fundamentalmente, porque fico sempre feliz quando vejo um ditador ser corrido, e aqui já foi um (Tunísia) e outros 4 (Egipto, Jordânia, Iémene e Síria) tremem ou estão mesmo a cair. Depois, porque isto vem provar algo que eu digo há muito tempo: É preciso esperar pela altura certa.
Os países ocidentais têm tido para com os países árabes (e não só) uma de duas atitudes: ou apoiam, mais ou menos descaradamente, ditaduras ferozes com o povo mas subservientes perante eles (Egipto, Emiratos, etc) ou, quando isso lhes dá jeito, impõem à força regimes "democráticos" (Iraque, Afeganistão). Se a primeira é, claramente, condenável... a segunda não lhe fica muito atrás! Sempre disse que democracias impostas do exterior acabam em ditaduras. Se não foi desejada pela população, se não lutou por ela, o povo não vai reconhecer a "democracia" como algo seu. Em breve a situação deteriora-se, os dirigentes passam a ser vistos como correias de transmissão das potencias ocidentais, seguem-se confrontos, repressão e... bem vindos a uma nova ditadura. Por isso, é preciso esperar...

Bem, parece que a espera acabou. Os povos dos países árabes estão em pé de guerra com as ditaduras. Agora há uma oportunidade para a democracia nesses países. BOA SORTE.
Já agora: Não sei quase nada do pensamento político do senhor cuja foto está aqui ao lado. Não sei se é progressista ou conservador, nem isso agora interessa. Só sei que Muhamad ElBaradei já por 3 vezes tomou atitudes certas embora arriscadas. Há cerca de 2 anos, terminado o último mandato como director da Agência Internacional de Energia Atómica, onde fez um trabalho notável, foi para o seu Egipto tentar despertar a democracia. Não o conseguiu então (era preciso esperar) mas agora não hesitou em sair do conforto da sua casa em Amesterdão e juntar-se à revolta... Bravo! E boa sorte.
Os países ocidentais têm tido para com os países árabes (e não só) uma de duas atitudes: ou apoiam, mais ou menos descaradamente, ditaduras ferozes com o povo mas subservientes perante eles (Egipto, Emiratos, etc) ou, quando isso lhes dá jeito, impõem à força regimes "democráticos" (Iraque, Afeganistão). Se a primeira é, claramente, condenável... a segunda não lhe fica muito atrás! Sempre disse que democracias impostas do exterior acabam em ditaduras. Se não foi desejada pela população, se não lutou por ela, o povo não vai reconhecer a "democracia" como algo seu. Em breve a situação deteriora-se, os dirigentes passam a ser vistos como correias de transmissão das potencias ocidentais, seguem-se confrontos, repressão e... bem vindos a uma nova ditadura. Por isso, é preciso esperar...

Bem, parece que a espera acabou. Os povos dos países árabes estão em pé de guerra com as ditaduras. Agora há uma oportunidade para a democracia nesses países. BOA SORTE.
Já agora: Não sei quase nada do pensamento político do senhor cuja foto está aqui ao lado. Não sei se é progressista ou conservador, nem isso agora interessa. Só sei que Muhamad ElBaradei já por 3 vezes tomou atitudes certas embora arriscadas. Há cerca de 2 anos, terminado o último mandato como director da Agência Internacional de Energia Atómica, onde fez um trabalho notável, foi para o seu Egipto tentar despertar a democracia. Não o conseguiu então (era preciso esperar) mas agora não hesitou em sair do conforto da sua casa em Amesterdão e juntar-se à revolta... Bravo! E boa sorte.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Pontos nos iiss!
Cavaco Silva começou o seu 2º mandato da pior forma: com um ataque violento aos seus adversários no discurso de vitória. Nem que viva 200 anos e ganhe 20 eleições este homem vai aprender a ganhar com dignidade. Como é que eu posso confiar nele para representar o meu País ao mais alto nível?
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Rui Dupondt Vitorino
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Descubra as Diferenças!
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| XPTO |
![]() | |
| YPTO |
Consegue ver alguma diferença?
Post dedicado a todos os meus amigos que acham que a redução salarial na função pública é uma redução da despesa e não um imposto encapotado sobre os funcionários públicos.
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Função Pública,
neo-liberalismo,
Redução Salarial
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
JÁ CHEGA!
Eu tenho estado a tentar conter-me mas não dá mais. CHEGA. É demais. Então não é que Cavaco Silva, o candidato da direita trauliteira e arrogante, teve o desplante de dizer que, quem quiser ser tão honesto quanto ele tem de nascer outra vez?!!!!! Isto vindo de quem lucrou 140% com acções da SLN, que tem uma casa de férias de que ele não se lembra (hã?!!!) como é que a comprou, ao lado de Oliveira e Costa (Ex homem forte da SLN e do BPN) comprada por permuta (!!!!) a uma empresa dum tal Fernando Fantasia, que também andava envolvido nos negócios do BPN, que é seu vizinho e que faz parte da sua comissão de honra... QUE GRANDE LATA.
Intervalo por Irritação!
Já por duas vezes comecei a escrever um novo post para dar continuidade aqui ao Entre-Tempos. E parei a meio!! É que, ando tão irritado com tanta porcaria que certa direita reaccionária, trauliteira e arrogante anda por aí a fazer, que os posts saem tão (mas tão) agressivos que hesito em publica-los. Por isso, intervalo...
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Estou Doeeeennnnte... (batota)!
Isto é "batota" porque este post foi publicado por mim, no dia 18 de Janeiro de 2006, no meu blog desse tempo, o Con(tro)versas. Resolvi ir buscá-lo de novo porque acho que se aplica perfeitamente à situação actual. Além disso, a previsão que estava implícita, verificou-se a 100% (infelizmente).
Percebeu porque é que votar em Cavaco Silva no dia 23 é um erro? Não? Então leia o 1º comentário.
- Dia 1 às 2:23 - Estou doente... Sinto-me fraco, com dores de cabeça, dificuldades de concentração e, ainda por cima, não consigo dormir! Amanhã (quer dizer hoje) vou ao médico.
- Dia 1 às 13:40 - Lá fui ao médico. Ele passou-me um remédio e mandou-me lá voltar dentro de uma semana. Tomei a 1ª dose há bocado. Era amargo como o raio.
- Dia 1 às 14:15 - Aaaarrghhhh! Tou cheio de dores de barriga...
- Dia 1 às 20:10 - Finalmente, as dores de barriga passaram. Mas que raio terá sido isto? E ainda não sinto melhoras...
- Dia 2 às 14:07 - Aaaarrghhhh! As dores de barriga voltaram! É o maldito do remédio. Vou telefonar ao médico (ai, ai, ai...)
- Dia 2 às 15:20 - Nada a fazer (ai). O médico disse-me que tenho de continuar a tomar o remédio até ao fim da semana (ai, ui, p****!)
- Dia 7 às 21:30 - Finalmente as dores passaram! Foi a mesma coisa toda a semana! Aquele maldito remédio... Ainda por cima não noto melhoras! Continuo fraco e com dores de cabeça. Agora também tenho as tripas feitas num oito! Felizmente que amanhã volto ao médico.
- Dia 8 às 15:33 - Raios partam aquele médico! Então não é que depois de me examinar me disse que eu tinha que reforçar a dose do remédio durante mais 15 dias?!!! Era o que faltava!!! Vou mas é a outro médico.
Percebeu porque é que votar em Cavaco Silva no dia 23 é um erro? Não? Então leia o 1º comentário.
Mistério....
Alguém me consegue explicar porque motivo o candidato Cavaco Silva não mata, duma vez, a polémica em torno das acções da SLN e do BPN? Bastava uma nota de imprensa muito simples: comprei as acções da SLN, no dia tantos de tal, a fulano, por X a acção e vendi a tal dia, a beltrano, por Y a acção. Se quisesse podia acrescentar que pagou os respectivos impostos sobre as mais-valias assim obtidas. Oooppss, gaffe. Não podia ter pago impostos sobre as mais valias porque ele, e os outros neo-liberais do planeta, não querem que as mais-valias de acções paguem impostos.... Pronto, tá bem, risquem essa última parte, mas, o resto... porque é que não faz? Mistério...
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Presidenciais
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Está Tudo Doido? (2)
Estou a perceber qualquer coisa mal ou está tudo DOIDO?
Então agora, quem for contratado vai passar a descontar para o seu próprio despedimento ?!!!!!!!!!
Calma Miguel do Vale, já te estou a ouvir: não são os trabalhadores que descontam, são os patrões. Em teoria é verdade. Mas, todo o patrão, quando contrata alguém, o valor que fixa é o custo do trabalhador ao longo do ano. Ordenado, subsídio de férias, parte patronal para a previdência, etc, tudo conta. Esta contribuição para o desemprego também, vai aumentar os encargos com o trabalhador e, por isso, diminuir a parte que sobra para ordenado! Na prática, vai ser o trabalhador a subsidiar o seu próprio despedimento!!!! E esta?
Desde há cerca de 30 anos que os neo-liberais nos massacram com a necessidade de facilitar o despedimento (eles chamam-lhe "flexibilizar as leis laborais" para disfarçar). Volta e meia, lá vem a campanha, "é preciso flexibilizar para defender o emprego... blá blá blá". Quantas vezes já ouviram isto? E depois dessas "flexibilizações" o emprego aumentou? Não, mas isso não é nada que desencoraje os nossos "amigos".
Agora, chegámos a um ponto tal que já não dá para facilitar ainda mais o despedimento... Quer dizer, isso era o que eu pensava. Esta, de pôr o próprio trabalhador a subsidiar o seu despedimento, é tão diabólica que nem eu me ia conseguir lembrar. Se continuarmos assim, ainda acabamos por chegar ao paraíso dos neo-liberais: o regime de escravatura!
PS: Já tinha pensado neste post há muito tempo. faltou o tempo para o escrever...
Então agora, quem for contratado vai passar a descontar para o seu próprio despedimento ?!!!!!!!!!
Calma Miguel do Vale, já te estou a ouvir: não são os trabalhadores que descontam, são os patrões. Em teoria é verdade. Mas, todo o patrão, quando contrata alguém, o valor que fixa é o custo do trabalhador ao longo do ano. Ordenado, subsídio de férias, parte patronal para a previdência, etc, tudo conta. Esta contribuição para o desemprego também, vai aumentar os encargos com o trabalhador e, por isso, diminuir a parte que sobra para ordenado! Na prática, vai ser o trabalhador a subsidiar o seu próprio despedimento!!!! E esta?
Desde há cerca de 30 anos que os neo-liberais nos massacram com a necessidade de facilitar o despedimento (eles chamam-lhe "flexibilizar as leis laborais" para disfarçar). Volta e meia, lá vem a campanha, "é preciso flexibilizar para defender o emprego... blá blá blá". Quantas vezes já ouviram isto? E depois dessas "flexibilizações" o emprego aumentou? Não, mas isso não é nada que desencoraje os nossos "amigos".
Agora, chegámos a um ponto tal que já não dá para facilitar ainda mais o despedimento... Quer dizer, isso era o que eu pensava. Esta, de pôr o próprio trabalhador a subsidiar o seu despedimento, é tão diabólica que nem eu me ia conseguir lembrar. Se continuarmos assim, ainda acabamos por chegar ao paraíso dos neo-liberais: o regime de escravatura!
PS: Já tinha pensado neste post há muito tempo. faltou o tempo para o escrever...
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