O Presidente tem dois tipos de funções: de representação e de influencia política.
Quanto à representação, estamos conversados. Cavaco Silva é uma verdadeira desgraça. Tem uma pose rígida, um sorriso paternalista, uma voz que não ajuda e, pior de tudo, um discurso majestático totalmente ultrapassado que, muitas vezes, cai no ridículo. Para mais, naquele momento único em que ele não podia falhar de maneira nenhuma, quando o Presidente Checo teve uma atitude humilhante para com o nosso país, Cavaco Silva, no palanque ao lado, engoliu o quase insulto e manteve o sorriso de cera como se nada se passasse!!! Porque é que alguém pode querer ser representado por alguém assim é algo que não percebo.
O resto das funções do Presidente são aquilo que chamei de influência política. Neste aspecto, Cavaco não só se revelou inábil (lembram-se do episódio das escutas em Belém) como prosseguiu a sua agenda neo-liberal, que já tinha posto em prática enquanto Primeiro Ministro. Ora essa política económica neo-liberal é exactamente o que está na origem da crise que atravessamos. Querer Cavaco Silva de novo em Belém é como querer apagar um incêndio com petróleo!
No comentário o Miguel do Vale chama a atenção para os alertas de Cavaco relativamente ao estatuto autonómico dos Açores e à situação económica. O estatuto dos Açores, não tem, ao contrário do que diz, nada a ver com o que se está a passar agora porque o Governo Regional já tinha autonomia financeira na versão anterior. Aliás, na prática do dia a dia, ainda não aconteceu nada que demonstrasse que as alterações introduzidas mereciam todo o estardalhaço que Cavaco Silva fez em torno delas. Foi um claro exagero, mais um a demonstrar a sua falta de habilidade. Quanto aos avisos económicos, são muito engraçados quando vindos de alguém que contribuiu para a crise! E foram feitos quando toda a gente já tinha percebido que estávamos em crise e provocaram, na altura, um agravamento da situação. Só provaram que Cavaco Silva também não sabe quando deve estar calado!
Estas são as minhas razões. Não tem nada a ver com as fitas cortadas ou outras futilidades do mesmo género que o Miguel invoca no seu comentário.

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